quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amai aos que vos odeiam


Descobri que os inimigos são tão importantes quanto os amigos. Os amigos em sua bondade, poupam-me de críticas constrangedoras, querem ver-me feliz. Os inimigos não têm pena. Dizem o que pensam e o que não pensam, mas acham que fere e assim me ajudam enxergar áreas escuras em minha alma. Pensando assim é que aprendi a amar os que me odeiam. Eles podem ser muito úteis. Ouvir suas críticas adverte-me dos perigos, assim como a dor nos avisa quando algo é perigoso para o corpo.

domingo, 3 de abril de 2011

Nuvens e sombras no meu caminho

Quando cai a fixa, quando caem as máscaras, quando o verdadeiro eu se manifesta. É só aí que consigo libertar-me das amarras do não eu. O não eu que em mim habita é a causa dos conflitos que no dia a dia me colocam na situação de desconforto mental /espiritual. É o não eu em mim que faz as depressões, as ansiedades, as angústias. Mas a boa notícia trazida por Cristo Jesus é a possibilidade de ser liberto dessa entidade, a concreta chance de eliminar em mim este componente mortífero, esta tendência para a auto sabotagem. O evangelho é a convicção de que posso viver além das aparências e que nesse viver não convencional posso alcançar o conhecimento do meu verdadeiro eu. Não convencional pois naturalmente sou induzido a alimentar as sombras que escondem a essência divina e nestas sombras acreditar de forma a nem sequer me sentir incomodado com a possibilidade de uma vida melhor. A esperança pregada por Cristo é a de uma vida abundante, de uma felicidade que não depende das circunstâncias, dado que a causa da infelicidade não é exterior, mas nasce nos lugares sombrios que existem em mim. Assim vou começando a enxergar a luz, embora, por enquanto, veja em parte. Mas o dia virá em que o verei face a face e aí sim, sem sombras, saberei quem realmente sou, em sua luz verei a luz, sem máscaras. Só assim terei a realização plena e absoluta dessa minha transformação de mim em mim mesmo à sua semelhança, iniciada e desenvolvida no meu existir, em meu caminhar. E o interessante disso é que embora a plenitude esteja no futuro, o processo já me modifica enquanto acontece e assim posso ser eu mesmo sem conhecer-me totalmente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Eu e Ellas


Ontem achei um tesouro. Diante de tantos desgostos que tive com a Gospel Music, encontrei o grupo Ellas e me deleitei com os clássicos da música cristã em dois CD´s dessas meninas. Não as conheço mas compartilho aqui minha primeira impressão e uma de suas interpretações, que pode ser ouvida clicando ao lado.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mudanças


Em que momento mudamos? As mudanças experimentadas ao longo de nossa vida são, geralmente, resultado de processos lentos e graduais, de forma que não se torna fácil definir o exato momento em que deixamos de ser ou que passamos a ser diferentes. Mudar aqui não significa sair de uma residência para outra, ou de um emprego para o outro, ou a mudança do corte de cabelo ou da forma de vestir. Falo de estruturas internas que sutilmente vão se modificando em nós. São posições que defendemos no passado e que já não têm mais significado para o presente. São prazeres considerados fundamentais e que passam a ser considerados como futilidades, aparências consagradas em um tempo e transformadas pelo próprio tempo em algo diametralmente oposto. São posturas e crenças cujo julgamento é radicalmente alterado. Isoladamente algumas destas coisas são possíveis de determinar quando ocorrem, mas o que efetivamente importa é o conjunto que nos caracteriza, formado pela conjunção dos vários elementos citados e outros que não foram aqui mencionados. Olhando-nos no conjunto, especialmente por pessoas que não nos vêem há algum tempo é possível dizer: “como você mudou”.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Metáforas futebolísticas


I Coríntios 10.12 - Aquele que esta de pé, cuide para que não caia!

Duas coisas que não se deve discutir mas que são muito empolgantes e irracionais: futebol e religião. Eu, nascido e criado religioso e amante do futebol embora a religião tenha me privado do prazer de praticá-lo quando jovem, não podia desperdiçar a oportunidade de refletir sobre as duas coisas neste dia em que se concretiza o sonho de uma grande parte dos torcedores baianos.
Depois do grito de guerra da torcida do Bahia, o elevador, símbolo da campanha da torcida baiana este ano de 2010, passa a fazer parte de nossas reflexões com um significado novo. De hoje em diante a imagem do Lacerda estará associada em nossas mentes como uma advertência contra a arrogância e a soberba.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Jeito insosso


Cada dia acordo com algum pensamento fixo. Essas coisas que a gente ouve ou vê escrita em algum lugar, e que se fixa em nossa mente durante a noite. Será só coisa minha ou a gente normal também passa por isso? O fato é que hoje a letra da canção “Carne e osso” de Zélia Duncan está me perseguindo. Escreverei então sobre o tema só pra ver se ele me deixa em paz. Sai de mim!

Eis os versos:

Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser carne e osso

E não é que nisso a Zélia tem razão? Nesse particular ela se parece comigo. Sempre desconfiei de quem é muito certinho, muito quetinho. O pior é que sempre tive a comprovação de que por trás dessas “Santidades” existem monstros adormecidos, ou apenas escondidos e prontos para darem o bote. Já vi muitos casos de gente muito perfeita, que vivia de “um jeito insosso” e que, de repente, se manifestou violentamente, demonstrando exatamente o contrário daquilo que aparentava ser. Podia contar algumas histórias aqui mas prefiro deixar prá lá. Pronto, falei!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Interrogações


O que é prioridade para mim? Há diferentes formas de responder a esta pergunta. Coisas importantíssimas deixam de ser feitas e nem por isso o mundo acaba. Contudo temos a mania de achar que se algo não for executado na hora em que julgamos ser a hora H, está tudo errado. Que horas são? Ou em bom baianês: que hora é essa? Temos um senso de urgência talvez nunca visto pela humanidade. Deve ser característica da era da velocidade. Não precisamos estar com pressa realmente, para querermos ultrapassar o carro da frente. É bastante o fato de podermos andar mais rápido que ele. O que é poder? Faz algum tempo, estando na praia vi uma senhora “pechinchando” o queijo coalho que um rapaz oferecia. Qual a importância de alguns centavos para a distinta senhora? Pagar centenas de unidades monetárias por um jantar em um restaurante e reclamar de centavos com um pobre vendedor de praia faz diferença no patrimônio ou é apenas pela possibilidade de se impor que se “pechincha”? Por falar em praia por que não podemos aproveitar estes dias de sol lá? E já que vieram as duas notas , sol e lá, vamos prá música. Música de qualidade, música inspirada por Deus, pois toda boa dádiva vem do alto e não quero e nem preciso perguntar nada sobre isso.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tudo passa igual a uma semana


O fim do ano vem chegando. Descobri que hoje é primeiro de dezembro. Hora de pensar no que fiz, no que deixei de fazer e no que farei no próximo ano. Aliás o momento de começar planejar é o mês de setembro. Três meses é um bom tempo para se elaborar um mini planejamento estratégico anual. Mas como quase todo mundo, deixo para a última hora, o último mês. Isso para as coisas que conseguimos planejar, pois em muitas não temos nem idéia de qual caminho seguiremos.O interessante é que sempre juramos não repetir os erros que cometemos no ano anterior, mas volta e meia nos deparamos com os mesmos comportamentos já antes criticados.
Em meu caso pessoal 2010 foi muito diferente de tudo que já vivi. Claro que sei que todos os anos são diferentes. Sim. Mas 2010 trouxe mudanças drásticas à minha vida, à minha visão do mundo, às minhas relações. Como já falei sobre os motivos antes não quero retomar o assunto aqui.
Entre os aprendizados que incorporei cito: a impossibilidade de resolvermos a maioria dos problemas que nos cercam versus a necessidade de convivermos pacificamente com os insolúveis. Alguns são insolúveis momentaneamente, outros são de caráter mais duradouro, contudo é preciso saber conviver com todos eles sem perder o sono. Afinal todos temos problemas de diversas ordens e nada é tão ruim que não possa ser piorado. Jesus ensinou a não andarmos ansiosos por coisa alguma: basta a cada dia seu mal. Nesta linha outra lição clara para mim é a percepção de que as coisas mudam, não importando o quanto pareçam eternas, tudo muda. Os bons e os maus envelhecem e morrem do mesmo jeito.